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As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

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22 de Fevereiro, 2026

De volta a Paris - Parte II

Olá, olá,

Os restantes dias por Paris foram bons, bem bons. O curso continuou completamente desalinhado com as minhas expectativas, o que não significa que o curso não seja bom, simplesmente estava completamente desalinhado com o que eu achava que ia ser. Para além disso, acho que estes cursos abordam o ensino de uma maneira diferente. Maneira essa que eu acho positiva. Apesar deste desalinhamento,  dois elementos do meu grupo fizeram com que a semana do curso valesse a pena e, segundo eles, tenho agora em mim uma parte eslávica. Isso e os sagrados almoços no intermarché com outros três Portugueses que vieram ao curso. 

Durante o resto da semana dei mais dois saltinhos ao centro de Paris ao fim do dia. Num dos dias, passámos por alguns dos sítios mais emblemáticos pois um deles nunca tinha visitado Paris e descobri um restaurante com comida típica francesa que me encantou, o Le Petit Bouillon Pharamond. Pratos semelhantes aos restaurantes que falei no post anterior (De volta a Paris - Parte I) mas um preço muito, muito mais apelativo. E sim, foi altura de comer caracóis. No outro dia, fomos apenas aproveitar uma happy hour e jantar.

Sábado foi dia de ir à Disney. Ora bem, se me perguntarem se me diverti, se acho que a Disney tem algo mágico e se foi um dia bem passado, responderei que sim. Contudo, e vamos lá ser muito sinceros, aquelas filas para as atrações são obra do diabo. Esperas de 40, 50, 60, 75 minutos para depois andar numa atração durante dois minutos e meio. Houve uma altura do dia que as filas para quase tudo, ou melhor para tudo o que eu queria andar, tinham esperas maiores que 50 minutos... Ao fim do dia, depois do desfile das 17 horas acabou tudo por acalmar um pouco e as esperas já não foram tão grandes. Se quiserem uma experiência sem filas, poupem dinheiro e comprem o premium para passar à frente de toda a gente. Estava a tentar convencer os meus Pais a irmos ao Universal Studios em Osaka e acho que eu própria já me desconvenci dessa ideia. Vejo imensos vídeos na internet a falar sobre as filas, nem quero imaginar como será. Reclamações à parte, o desfile, o espectáculo final, as diversões fofas, as montanhas russas que apesar de não serem muito potentes são fixes e a companhia do Kevin, fizeram o dia valer a pena. Entretanto, cometi um erro, achei que tinha marcado um alojamento a walking distance da Disney e saímos do parque e essa walking distance eram 40 minutos a pé às 23 horas. O Kevin largou-me num uber, porque disse que ir de autocarro à noite sozinha era perigoso e se eu fosse de autocarro ele ia comigo, o uber deixa-me no destino, saio do carro e... demorei a encontrar a entrada. Não stressei pois na mensagem do Booking já indicavam que às vezes aquilo não ia dar logo à porta certa. Lá encontro a porta, coloco o código, entro no prédio, subo no elevador, encontro a porta do meu apartamento e... como é que eu agora abro isto, não tenho chaves, não tem nenhuma caixinha para colocar um segundo código que tinha. Panico um pouco admito, volto a ler as indicações que tinha recebido, diz para quando chegar ligar ao senhorio para ele abrir a porta. Copio o número, tento ligar e... não tenho rede absolutamente nenhuma para conseguir fazer a chamada. Mantenho a calma mas já a pensar que ia dormir no corredor, desço novamente para o piso da entrada, continuo sem rede, abro a porta da rua, espero uns segundos, vejo a rede a aparecer, consigo fazer a chamada, o senhor lá me diz que abre a porta à distância, subo novamente e... porta aberta. Aquilo é uma smart home, a porta abre à distância. Entro, pouso as coisas, faço um resto de massa que tinha com atum que parecia vindo diretamente da secção de gatos, faço uma chamada com os meus pais e vou dormir sem saber muito bem se a porta estava realmente fechada ou se dava para abrir por fora pois não dava para trancar nada do lado de dentro. E sim, o pensamento intrusivo de que o senhorio poderia abrir a porta a alguém enquanto eu dormia também me ocorre. No entanto, fui ao Booking ver a avaliação e o número de avaliações que o alojamento tinha e consegui dormir descansada. Diga-se de passagem que o apartamento era bem jeitoso e a cama era maior do que o meu futuro.

Hoje foi dia de visitar o Museu de L' Orangerie que tem os famosos Nenufares de Monet e, vão-me desculpar mais uma vez, aquilo não é assim tão pacífico e calmo como eu já tinha ouvido dizer/ lido. Sim, hoje estou para reclamar. Não, não percebo muito de arte. Sim, gostei dos quadros e da maneira como aquilo está montado. Sim, odiei o facto de na entrada para as salas dos quadros dizer explicitamente para as pessoas estarem em silêncio e, de vez em quando, estava "uma barulheira" lá dentro que não fazia sentido. Para além disso, visitei o museu sozinha, por isso, estive num mood mais observador e tenho a dizer que o ser humano é muito estranho. A quantidade de pessoas que fazia sessões de fotos/ videos em frente aos quadros a fingir que era um entendido de arte e que estava a apreciar o quadro de uma maneira super profunda, era mais do que o que devia. E sim, eu acho que as fotos ficam giras e talvez no passado já tenha feito algo semelhante mas, para mim, isto tem um quê de bizarro. Havia também pessoas fofas a tirarem fotos normais simplesmente a sorrirem com a obra de arte por trás.

Estou agora no aeroporto e já devia ter ido ver qual a minha porta de embarque.

As fotos do post irão chegar, mas primeiro vou ver se não perco o voo.

Um beijo,

Káká