Diário de Bordo Valência - Coves de Sant Josep | Fuente de los Baños
Olá, olá,
Não sei se este post ainda se pode classificar como um diário de bordo visto que já regressei da viagem no dia 1 de Janeiro. No entanto, acabei por não escrever nada sobre os últimos dias da viagem.
Ora muito bem, fiquei na altura em que finalmente chegamos às grutas no dia e hora certa (Diário de Bordo Valência - Planos Furados). E digo-vos, foi um passeio de barco que passou num instante. Foram 45 minutos a navegar (e a andar um bocadinho de nada a pé) pelo rio subterrâneo mais longo da Europa. Achei que valeu a pena e ainda tivemos direito a um mini show, de 3 minutos diria eu, quase no fim do passeio.

Bem saímos eram por volta das 12h30, demasiado cedo para almoçar por aquelas bandas. Pegamos no carro e fomos em direção a Montanejos, uma localidade onde se encontra a Fuente de los Baños. Quando chegamos àquelas bandas já era altura de procurar um restaurante para almoçar. Pego no telemóvel, abro o Google Maps, vejo o que havia por ali com uma boa avaliação, escolho 1 restaurante e informo o senhor condutor (o meu Pai) e ele começa à procura de um lugar para estacionar. Estava difícil, havia um lugar de estacionamento que ficava a apenas 7 minutos a pé do restaurante mas que o meu Pai achou que era muito longe (COMO ASSIM LONGE?). Perguntou-me então se não havia outro restaurante onde houvesse mais lugares de estacionamento. E, por acaso, já tinha visto outro. Toca a colocar o novo destino no Google Maps (ou Waze já nem sei bem) e lá fomos nós. Primeiro as indicações eram para virar para uma rua que nem era bem rua. Se bem me recordo eram escadas, ignoramos essa indicação, aguardamos que o gps se redirecionasse e seguimos a nossa vida. A dada altura damos por nós numas estradinhas de terra bem estreitas em que às vezes parecia que não havia continuação. Quando digo bem estreitas, é bem estreitas, aquilo mal tinha largura para o nosso carro. A minha Mãe a berrar, o meu Pai atento à estrada mas lá no fundo bem sei que estava entusiasmado porque adora estas estradas meias rústicas e eu a dizer que férias não são férias se não nos metermos em caminhos estranhos com o carro alugado. Recordo que nos Açores em 2021 demos a volta (completa acho eu) pelas montanhas (ou montes) à volta da Lagoa das 7 cidades (se bem me recordo não vimos um único carro no caminho) e, em 2023, na Albânia metemo-nos por vários quelhos tanto que tivemos de acionar o seguro na Rent-a-car. Desta vez, estamos lá nós a seguir o caminho e aquilo foi estreitando, estreitando, até um ponto que já não havia volta a dar. Tínhamos de seguir naquela direção, voltar para trás não era opção. Até que avistamos um senhor num trator que nos olhou de uma maneira que nunca mais me vou esquecer. Foi mesmo do género: "Como é que vieram aqui parar?". E perguntou-nos: "Para onde querem ir?". E nós: "Para um restaurante.". Pela cara dele não havia nenhum restaurante ali de certeza. Disse-nos apenas que para conseguirmos sair daquela estradinha, tínhamos de andar um bocadinho mais, e depois virar numa ponte. Ponte essa que todos pensamos (acho eu) mas ninguém disse até termos atravessado: "Será que aquilo aguenta com um carro?". Mas bem, não encontramos o restaurante e, voltamos ao plano inicial. Procurar um lugar e ir ao primeiro restaurante que eu tinha dito. Notem bem, tudo isto porque o meu Pai achava que andar 7 minutos a pé era muito. Eu às vezes não o entendo, podemos sair de manhã de casa, passear pela cidade o dia todo com poucas pausas e não se queixa. Mas 7 minutos a pé para ir almoçar, já era quase uma maratona. Enfim, mas digo-vos que óptimo almoço que tivemos. Fomos ao La taberna, comemos a focaccia para entrada que era deliciosa, o chuleton na pedra para prato principal (bem que carne tenrinha) e para terminar uma tarta de queso.

Bem satisfeitos, demos um passeiozito pelo centro, pegamos no carro e fomos até à Fuente de los Baños.

Um local com água a 25ºC e com efeitos hipotermais (seja lá o que isso signifique). Bem se eram 25ºC mesmo ou não, não sei, mas não se entusiasmem que não é assim tão quente. Também não é fria, dei um mergulho em pleno Inverno. Fui a única, os meus Pais não me acompanharam.

Entretanto, regressamos a Valência, fomos até ao centro histórico dar umas voltinhas e beber uma Água de Valência (um cocktail feito à base de cava ou champagne, sumo de laranja, vodka e gin) no Cafe de las Horas. Bebe-se bastante bem, mas não sei se adorei.

O que eu acho que adoro é maneira como os Espanhóis vivem, neste nosso passeio de final de tarde/ínicio da noite vimos bastante gente na rua, algumas atividades para as crianças por causa do Natal (filas para a entrega da carta aos Reis Magos e uma mini festa com DJ), a cidade com iluminações fofas,... E bem, terminamos o dia no Bar La Pilareta. Que dia de boas decisões gastronómicas. Embora não tenha uma pontuação muito alta no Google (4 em 5), foi-nos recomendado por uns amigos. É assim meio tasco, com poucas mesas, com ainda algum barulho, com funcionários não muito organizados (depois fui ver as críticas no Google e muitas delas são sobre isto) mas, a comida era bem boa. Comemos Tortilla, Mexilhões, o meu Pai como é esquisito pediu um bocadillo cheio de coisas mas que sabia bem bem e, para mim, a estrela foi uma especie de Lula gigante grelhada. A textura era estranha mas adorei o sabor.
Ora bem, achei que este ia ser o meu último diário de bordo, mas ainda faltam 3 dias de viagem e o texto já vai longo, por isso, haverá mais nas próximas semanas.

Um beijo,
Káká