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As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

As viagens da Káká

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16 de Fevereiro, 2025

Diário de Bordo Valência - Valência centro (últimos dias)

Hola,

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Cá estamos mais uma vez para um Diário de Bordo que já não é bem Diário de Bordo, mas será o último.

Os dois últimos dias da nossa viagem foram passados a explorar o centro histórico de Valência. Já tínhamos dado por lá uns passeios à noite, mas ainda nos faltavam algumas coisinhas.

Começamos por uma Free Walking Tour que me deixou com mixed feelings. Por um lado, em certas alturas parecia que estávamos na escolinha, por outro lado, a guia conseguiu captar a minha atenção durante bastante tempo. E olhem só quem encontrei. 

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Vá, não encontrei, foi combinado. Como mais tarde farei um post com mais detalhes sobre o que visitar (espero que em breve), não vou agora listar o que visitamos durante este dia porque no fundo andamos pela parte histórica, fizemos umas comprinhas, almoçamos muito bem no Gran Mercat (não estava à espera, achei que ia ser um sítio daqueles mais para turístas em que depois a comida não é grande coisa, mas bem, comi as melhores croquetas de jamon da minha vida), provamos Orchata (uma bebida não alcóolica típica, não gostei muito e concordo com a minha mãe que sabe a farinha) e... voltamos a beber água de Valência.

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Desta vez no Café Madrid (o local onde nasceu) e, em vez de meio litro, só havia jarras de 1L. Claro, acabamos a rir muito e com o meu Pai a dizer que pagava uma rodada a todos no bar. E logo de seguida "Uma rodada? Eu queria dizer uma torrada.". Claro que não pagou nada a ninguém.

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Era dia 31 de Dezembro, por isso, optámos por não ir jantar. Em vez disso o meu Pai fez umas comprinhas de manhã no mercado e fizemos o nosso jantar de fim de ano no apartamento. Por volta das 23h15, saímos de casa com as uvas passas e uma pequena garrafa de champagne para cada um. Dirigimo-nos até à Plaza del Ayuntamiento, local onde iriam soar as 12 badaladas seguidas de um fogo de artíficio. Bem, era tudo muito lindo mas chovia bastante (foi o único dias das férias em que choveu), depois a praça estava "vedada" e os polícias revistavam toda a gente e não deixavam entrar com garrafas. Ofereciam uns copos daqueles reutilizáveis para as pessoas colocarem as bebidas, mas nada de garrafas de vidro. Oh well, lá se iam as nossas garrafas de champagne. Ó esperem, afinal a revista não era assim tão bem feita. O meu Pai colocou as garrafas no fundo da mochila, colocou o cachecol do salgueiros por cima e voilà, conseguiu entrar com tudo. Ora bem, fixe para nós que até somos pessoas sérias e não iamos andar a atirar as garrafas pelo ar nem magoar ninguém. Mau em geral, porque no fundo, qualquer maluquinho conseguia entrar com o que quisesse sem fazer grande esforço nem esquemas. Faltavam para aí 15 minutos para o novo ano e a chuva não parava. Dancei um bocadinho, fui obrigando os meus pais a dançarem um bocadinho, distribuimos as 12 passas por cada um e...

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Primeiro a contagem começa ao contrário de Portugal contam do 1 até ao 12, em vez do 12 até ao 1, o que me deixou baralhada a comer as passas. Segundo, lá começou o fogo de artifício que estava a parecer bem bom mas NEM 2 MINUTOS DUROU. Eu juro, o meu Pai ia a tirar o telemóvel para gravar um bocadinho e mal pega, o fogo termina. Já estávamos bem encharcados e parecia que a diversão naquela praça já tinha dado tudo o que tinha a dar, já estavamos num novo ano e muita gente já estava a ir de alí para fora. Para ser sincera sempre achei a passagem de ano um evento ou pouco estranho. Uhuh novo ano, comer passas, beber champagne e, 1 minuto depois tudo acaba. Mas vá, aqui eu ainda tinha uma festa para ir. Bem lá fui ter com o Manel e os seus amigos de Erasmus (a casa deles) e, já nem sei bem a que horas, fomos para uma festa na zona da Cidade das Artes. Ora muito bem, paguei um rim por aquela festa. Era fim de ano e, como sabemos, as pessoas aproveitam-se disso. Se a festa em si valia aquele dinheiro todo, claramente que não. Se me diverti e se voltaria a ir? Claramente!

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Escusado será dizer que dormi bastante pouco e que por volta das 12h30 já me estava a encontrar com os meus Pais no centro. Já tínhamos visto quase tudo o que tínhamos/queriamos ver. Já nem me recordo muito bem do que fizessemos para ser honesta, só sei que pouco tempo depois estávamos sentados outra vez no Gran Mercat para beber café/sumo de laranja e comer umas croquetas. Foi uma espécie de entradas do nosso almoço. A senhora do restaurante reconheceu-nos e foi muito simpática.

Recuando às 6h da manhã. Quando chegamos a casa, eles tinham restos da "Paella de Marisco" (sim, entre aspas porque isso não existe, tudo o que não seja a tradicional são apenas arrozes), como é obvio que comi um bocadinho e achei bem boa. Perguntei ao Manel se o restaurante a que tinham ido era o que a senhora da Walking Tour tinha sugerido e ele disse-me que sim. Entusiasmada com a ideia, sugeri aos meus Pais que fossemos lá almoçar. Vou às notas do meu telemóvel ver o nome que a senhora tinha dito, coloquei no Google Maps e lá fomos nós. Só abria às 14h e nós chegamos cerca de 10 minutos antes. O meu Pai ficou na porta à espera enquanto eu e a minha Mãe fomos ver uma lojinha.

E sabem o que é que aconteceu entretanto? Comecei a escrever isto dia 4 de Janeiro e só voltei a pegar nisto agora, por isso, já estou meia perdida no que escrevi e no que fizemos, mas vá, continuando (ou tentando continuar).

Entretanto eu e a minha Mãe regressamos ao restaurante. Estava uma fila ainda jeitosa à porta, mas já não havia sinal de Eduardo por alí e ainda bem porque significou que tinha conseguido ser um dos primeiros a entrar e a conseguir arranjar uma mesa. O restaurante tinha muitas marcações (normal, era dia 1 de Janeiro). Só tenho a dizer que comemos um arroz de Lavagante MARAVILHOSO. Já não sei se comemos entradas, mas penso que sim, um queijinho bom e para sobremesa um cheesecake também bom. Mas aquele arroz de Lavagante foi a estrela AMEI. Contudo, aquele restaurante em nada se assemelhava ao que o meu amigo Manel me tinha mostrado. Intrigada, mandei-lhe uma mensagem para saber exatamente o nome do restaurante a que tinham ido. Pois bem, não era aquele. Fomos lá por "engano", mas foi um excelente engano (o que fomos foi o La Riuà).

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De resto já não faço a minima ideia do que fizemos, nem tenho fotos para me dar dicas. No entanto, acredito que não tenhamos feito nada de especial. Se calhar mais uma caminhada ou outra pela cidade, uma caminhada mais para irmos buscar as malas e rumar ao aeroporto onde claramente continuamos a cumprir a nossa tradição de comer uma sandes de presunto em aeroportos espanhois.

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E assim terminou o nosso 2024 e começou o nosso 2025!

Para mais sobre Valência: https://asviagensdekaka.blogs.sapo.pt/tag/val%C3%AAncia

Um beijo,

Káká