Pela América do Sul - Cusco
Hello, hello,
Ora bem, sobre o nosso dia em Cusco. Começou com uma desilusão. No dia anterior quando chegámos ao hostel, disseram-nos que ia haver uma aula de yoga gratuita na manhã seguinte às 9h. A Madalena e eu ficámos todas entusiasmadas, pusemos o alarme para as 8h30, acordámos, equipámo-nos, descemos até a receção, perguntámos onde era a aula, dirigimo-nos ao local e não vemos nenhum professor. Sentámo-nos, entra um rapaz, percebemos que está para a aula de yoga e que não é o professor. O rapaz sai, esperámos 10 minutos, saímos da sala, voltámos à receção para perguntar sobre a aula e dizem-nos que não vai haver.

Desiludidíssimas voltámos para o quarto, tomámos banho, o Manel e a Rita chegam com compras, fazemos contas ao dinheiro, percebemos que a senhora da loja de câmbio no dia anterior não nos tinha enganado. Só confirmámos que o Manel é distraído. Saímos do quarto e fomos tomar o pequeno-almoço no bar do hostel. Entretanto, já passavam uns minutinhos das 10h30 e descemos para a receção onde era o meeting point da walking tour que íamos fazer. Esperámos um pouco, o guia chega, saímos, vamos a outro hostel buscar mais pessoas e a tour começa oficialmente. Caminhámos um pouco, parámos no interior daquilo que acho que era uma escola onde estava a haver o dia de graduação. Sim, é muito confuso perceber que o fim de ano letivo deles é agora. Neste sítio chega outra guia da mesma empresa com um só cliente. O nosso guia pergunta se alguém quer mudar para essa tour que é em espanhol. Hesitámos um pouco, dois rapazes saíram logo. Ficámos a ponderar um bocado e a conversar sobre isso. O nosso guia fica incomodado com a nossa conversa e manda-nos calar. Achei legítimo, embora o tenha dito de forma um pouco rude e isto foi o mote para lhe dizermos que íamos sair da tour dele e juntarmo-nos à outra. E que bela decisão. A tour em que estávamos tinha à vontade 15 pessoas, a tour para onde fomos éramos 7 já connosco. A tour onde estávamos tinha um guia não muito simpático, a tour para onde fomos tinha a guia mais fofa e humilde de sempre. Não nos tentou enganar, não nos tentou impingir nada e ainda recebemos um porta-chaves. No final, quando um dos rapazes lhe perguntou qual era a average tip que as pessoas costumavam dar, ela disse 20 soles (cerca de €5) por pessoa. Para além disso, curiosamente os três rapazes que estavam na tour connosco eram todos de São Paulo, tinham gente conhecida em comum, mas não se conheciam. Eram bem simpáticos. Na minha opinião, a tour acabou por ser um pouco longa demais, mas a guia era muito fofa e mostrou-nos muitos sítios e giros. Eu é que começo a perder a atenção.

A tour acabou no mercado San Blas, onde almoçámos os 4 mais os outros 3 rapazes. Ora bem, fiz uma decisão meia arriscada, para entrada, partilhei um ceviche (peixe cru) com a Rita num mercado, numa segunda feira, no interior do país e um peixe que nem percebemos bem se estava mesmo cru ou se tinha sido cozinhado. Mas vá, já passaram 24 horas e os nossos intestinos estão bem. Depois juntámo-nos aos outros que estavam numa outra barraquinha para dividirmos o prato principal. Bem, almoçar no mercado não é de todo uma experiência gastronómica de luxo, mas uma bela experiência para o nosso bolso. O menu nesta segunda barraquinha era 10 soles (cerca de €2.5) e incluía uma sopa meh e um prato principal. Já o ceviche foi 20 soles (cerca de €5).

No fim do almoço fomos dar um passeio todos juntos, mas o saparámo-nos quando os outros 3 rapazes queriam subir a um sítio em que era preciso pagar um passe para ir a várias atrações e a nós não nos compensava por causa do tempo total que vamos estar em Cusco. Despedimo-nos, nós descemos, eles continuaram a subir. Fomos fazer umas comprinhas de souvenirs, regateámos alguns preços, lanchámos num café/restaurante muito estético, o Green Point Vegan Restaurant. Na minha opinião, bom brownie, bolo de chocolate meh. Na opinião do Manel e da Madalena, cinnamon roll meh, bolo de chocolate bom. Na opinião da Rita, bolo de chocolate meh e brownie enjoativo.

Entretanto tínhamos de estar no escritório da Machu Picchu reservations para o briefing sobre a aventura em que embarcámos hoje. O hoje é o dia em que estou a escrever e não o dia em que estou a publicar porque estamos neste momento in the middle of nowhere, sem rede, sem chuveiro e a cerca de 4000 metros de altitude, “encharcados” em medicação que começámos a tomar ainda em Lima e já com algumas folhas de coca mastigadas para tentarmos combater os sintomas da altitude.
O briefing acabou mais tarde do que esperávamos, tanto que o cambiar mais dinheiro, tomar banho e jantar foi tudo um pouco à pressa. Queríamos estar na cama por volta das 21h, pois hoje o levantar foi às 4h15 mas, na realidade a Rita, a Madalena e eu só alcançámos a nossa cama por volta das 23h. O Manel alcançou mais cedo porque meio que saltou o jantar. Contudo, não teve uma noite assim tão tranquila, acordando com tudo o que mexia.

Um beijo,
Káká