Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

24 de Novembro, 2025

Pela América do Sul - Lima I

Olá, olá,

Quem é que embarcou numa viagem que sonhava há anos? Eu e o meu amigo Manel. Mas não só, a Rita e a Madalena também! Se já sonhavam com esta viagem há anos, não sei, mas se todos sonhamos com isto desde Maio, tenho a certeza.

Chegámos ontem, dia 22 de Novembro às 5h30 da manhã a Lima, no Peru e, nas próximas três semanas, vamos andar pela América do Sul de mochila às costas. Por mim, fazia isto em 2/3 meses mas a vida de trabalhadora não o permite.

Um voo de 12 horas desde Madrid e chegámos ao nosso primeiro destino, Lima. Bem que sonho de viagem de avião. Não, não era extremamente confortável, tinha pouco espaço para as pernas mas consegui dormir bastante, cerca de 7 ou 8 horas, diria eu. A Madalena e a Rita acho que conseguiram chegar às 10 horas de sono. Já fiz viagens de menos tempo que custaram bem mais. A cereja no topo do bolo foi o senhor que ficou ao pé da Madalena e da Rita que lhes derramou coca-cola por cima.

28BC15EF-E3DF-4B06-80A3-96D04DFF155C.jpeg

Mas vá, começámos a nossa aventura por Lima e sentimo-nos logo enganados pelo transfer que apanhámos do Aeroporto para o hostel (Pariwana hostel Lima). Marcámo-lo antecipadamente por um link que o hostel nos deu. O preço eram 90 Soles (cerca de 23 euros) para os quatro. No preenchimento do formulário pediam-nos a hora de chegada do voo, 5h50. Pois bem, chegámos mais cedo um pouco, desembarcámos nas calmas, os últimos a sair do avião, continuámos o nosso percurso dentro do aeroporto com paragem na casa de banho, uma espera relativamente ok no controlo de passaportes e uma paragem numa loja de câmbio para trocar uns euritos. Nisto tudo e sem grandes brincadeiras, 1h30 se passou. Chegámos à parte de fora e nada de senhor  para nos receber. O Manel troca umas mensagens com ele, ele diz para aguardarmos um pouco. Lá aguardámos, ele aparece, leva-nos até ao carro, conduz no trânsito caótico que há nesta Terra (qual Lisboa qual quê, nunca vi nada assim), estamos quase a chegar ao hostel e ele diz-nos que temos que pagar mais 20 soles porque demorámos mais de uma hora a chegar ao transfer do que hora prevista de chegada do voo (5h50). Como assim? Nós ainda esperámos por si! O Manel diz rápida e naturalmente que só temos os 90 soles, ele diz ok, deixa-nos no hostel e seguimos com a nossa vida. Fazemos o check-in, trocámos de roupa, comprámos água e fomos até ao Helarte para comermos um belo brunch que nos sustentou desde as 9h até às 20h. Gostei muito da tosta de abacate, já as panquecas não fiquei muito fã. Mas eles acho que sim.

IMG_5187.jpeg

Comemos, pintámos, conversámos e decidimos mais ou menos o plano para o dia.

O nosso primeiro passeio acabou por ser pela zona de Miraflores, fomos até ao Parque del Amor e à estátua El Beso, apreciámos os mosaicos e as vistas e decidimos apanhar um Uber para ir para o centro histórico onde fizemos uma walking tour. Bem, sentimo-nos enganados uma segunda vez. Walking tour até ok, nada maçadora, senhora simpática, grupo pequeno mas,… terminou numa loja de souvenirs onde a senhora tinha conects. Muito simpaticamente, dão-nos a provar uma bebida típica, pisco. Aliás, deram-nos vários shots, um pisco de maracujá, um pisco de limão, um pisco natural e uma coisa qualquer de chocolate. Claro que estávamos mesmo a ver que nos iam começar a pedir dinheiro e a impingir coisas, o que até é semi válido. Problema dos problemas, a nossa querida guia começa a dizer que ali era uma das zonas mais baratas para souvenirs, que em Miraflroes era tudo muito mais claro e bla, bla, bla. Pensei em comprar uma garrafinha de Pisco, mas eram cerca de €10 por uma mini garrafa, achei caro. E pensei, vá, vou comprar um iman. Começo a olhar para eles e não acho nenhum especialmente bonito. Mas pronto, a senhora era simpática, deram-nos os shots, vou ver quanto custam. Pergunto o preço, e começam por dizer 25 soles (cerca de €6.45). Achei um roubo. Passado um pouco, baixam para 20 soles. Continuo a achar caro e tudo cada vez mais suspeito até porque começo a reparar que não têm preços marcados em lado nenhum. Para além disso, parecia que quando perguntávamos diziam o valor que lhes apetecia e, maioritariamente, tudo caro. Decidi sair de mãos a abanar. Só o Manel é que comprou uma coisinha. E digo-vos uma coisa, bela decisão em não ter comprado nada. Aquela loja era efetivamente muito mais cara do que todas as outras onde passámos. Acabei por comprar ímans por 4 soles cada. Enfim… Não aprecio nada a cultura deles aqui na maioria das lojas, sempre a impingirem-nos coisas e com conversas chatas de vendedores. Esta foi a tentativa de engano número dois.

IMG_5217.jpeg

Lembram-se da história do transfer? Essa foi a tentativa de engano número um. Pois bem, recebemos uma mensagem do hostel no WhatsApp a dizer que tínhamos de pagar os tais 20 soles porque o senhor tinha estado mais de uma hora à nossa espera e esta era a taxa que cobravam. Ora bem, nunca saberemos se ele realmente esteve este tempo à nossa espera ou se usam sempre esta desculpa porque quando nós chegámos às saídas, ele não estava lá. O que nos disseram é que ele após uma hora no parque tinha de sair e voltar a entrar e, por isso, é que ainda tivemos de esperar por ele. Nunca saberemos a verdade, explicámos o nosso ponto de vista no hostel, mas acabámos por pagar o que eles pediam. Como movimento de revolta, cancelámos o transfer que tínhamos marcado com eles para voltar para o aeroporto (também porque um uber era mais em conta).

IMG_5279.jpeg

Continuando, após os passeios no centro histórico, voltámos para o hostel para irmos a uma visita organizada por eles para ver o pôr do sol. Ora bem, falhámos a hora do encontro na receção, nem por 5 minutos, mas foi o suficiente para perdermos o grupo e a visita. Acabámos por ser autodidatas, caminhar até ao sítio onde eles iriam. Não os encontrámos, até porque nem sabíamos quem eles eram, mas convivemos os 4 enquanto e vimos o anoitecer.

IMG_0177.jpeg

Pôr do sol visto, fotografias tiradas, convívio feito, caminhámos lentamente em busca do restaurante que tínhamos marcado para jantar, o Punto Azul. No meio disto tudo, a Rita decidiu abandonar e ir dormir para o hostel, sentia-se doente. Quanto ao restaurante, atendimento LENTÍSSIMO. Quer dizer, nós fomos atendidos lentamente. Mas os que estavam ao nosso lado, chegaram depois, foram servidos primeiro e pagaram antes da nossa comida chegar. Comida essa que chegou pela ordem contrária, primeiro prato principal e depois a entrada, enfim. Contudo, comemos um ceviche que eu ADOREI e um arroz de lagostim, polvo e coentros também  bom. Porção gigante, levámos os restos para o hostel. Uma entrada e um arroz dá bem para 3 pessoas. Já a sobremesa, o Manel e a Madalena que foram os que pediram, não amaram. O serviço era tão demorado que a Madalena adormeceu sentada enquanto esperávamos pela conta (vá, ela também adormece em qualquer lado).

IMG_5325.jpeg

Hoje o acordar foi por volta das 7 da manhã, tomámos banho, chamámos um uber e fomos em direção ao Barranco. Esta viagem de uber teve uma peripécia mas fica  para amanhã que o post já vai longo.

Um beijo,

Káká