Pela América do Sul - Lima parte II
Oiiii,
Então, entrámos no Uber, condução até suave, viagem não muito longa, entrámos numa rotunda, saímos da rotunda e PUUUUM... Pensamento da Madalena que estava distraída, fomos contra um sinal de trânsito. Meu pensamento que estava igualmente distraída, foi um ramo que veio contra o carro. O que é que realmente aconteceu? Um senhor numa trotinete elétrica fez a rotunda ao contrário e foi contra o nosso carro. Depois do meu primeiro pensamento, olho para trás, vejo o senhor no chão, o condutor do Uber abandona-nos no carro, o senhor levanta-se, nem um minuto depois do incidente, dois policiais aproximam-se. Conversam qualquer coisa. O condutor do Uber entra no carro, conduz um pouco para estacionar melhor o carro. Abandona-nos outra vez. Conversa com os polícias, com o senhor da trotinete e com um senhor de uma mota que viu tudo e, desde o início, juntou-se à discussão. Olho para o retrovisor, não tínhamos retrovisor. Passado uns minutos, o condutor do Uber volta para o carro e leva-nos, sem retrovisor esquerdo, até ao sítio onde comemos um maravilhoso brunch, no Demo. Nestes dois dias optámos por pequenos-almoços reforçados. Cedo, hoje ainda nem 9 horas eram. Comemos uns ovos Benedict de que gostei mesmo muito muito. O Manel e a Madalena ainda deram tudo nuns doces e eu comi um modesto, em tamanho, alfajoz (uma espécie de bolachinha que provei quando fui a Buenos Aires), mas muito bom em sabor.

Entretanto, até às 14h, hora em que tínhamos uma free Walking tour marcada, vagueámos apenas por esta zona da cidade. Gostei, algumas casinhas coloridas e diferentes, algum movimento, lojas essencialmente de arte e bastante street art.

Ah, menti, não vagueámos apenas pelas ruas e lojinhas da cidade, fomos até a um Museu. Achava a Madalena que era um museu de arte contemporânea. Chegámos, a entrada era bonita, comprámos os bilhetes, cerca de €5 por pessoa, entrámos e… Bons tetos, paredes com cores bonitas, uns vitrais interessantes, mas… ERA UM MUSEU DE ARTE SACRA! Bem, ficou a história e o momento de relaxamento nos jardins para ligarmos às nossas famílias.

Para além disso, durante a manhã tive uma experiência que eu descrevo como transcendente. Fomos à zona da praia e eu fui molhar um pezinho no mar e durante uns breves minutos fiquei a observar os Peruanos na praia. Meu deus, tanta confusão e tanta criança no mar com a roupa toda vestida.
Lanchámos umas empanadas de cogumelos, achei um pouco medíocres e fizemos a walking tour. Guia fofo que nos explicou alguns detalhes de sítios por onde já tínhamos passado durante a manhã. Entretanto, regressámos ao hostel para pegar nas nossas coisas, comer o que sobrou do jantar do dia anterior, conviver, ir trocar um pouco de dinheiro e ficar sem perceber se fomos enganados ou não e chamar um Uber para irmos para o aeroporto para apanhar o voo para Cusco.

Um beijo,
Káká