Pela América do Sul - Salkantay Trek I
Oioi,
Ora bem, QUE LOUCURA EM QUE NOS VIEMOS METER.
Back in Porto, super motivados pela experiência da minha amiga Matilde Nabais, decidimos fazer um trekking de 4 dias até ao Machu Picchu. Sim, há maneiras mais fáceis de lá chegar. Hoje vou falar sobre o primeiro dia. Que no fundo, é o dia em que escrevo mas não o dia da publicação.
Acordámos às 4h15. Tínhamos de estar no meeting point as 4h45. Claramente que fomos os últimos a chegar. Notem bem que aqui já estávamos em último. Entrámos para o mini autocarro onde os nossos outros 12 ou 13 companheiros destes 4 dias já se encontravam. Andámos algum tempo e parámos para o pequeno almoço. Voltámos a entrar no autocarro, fizemos mais uma paragem para quem quisesse comprar umas last minute things e, por fim, fomos abandonados pelo autocarro no início do percurso.

É preciso recordar que a minha amiga Matilde disse que faríamos isto na boa. Não sei onde é que ela tinha a cabeça. O Manel até faz mais ou menos tranquilo. A Rita, a Madalena e eu somos quase sempre as últimas do grupo. Meu deus do céu! Quando o percurso é a direito ou a descer, sinto-me a rainha do trekking. Embora, não faça ideia como é que a maioria deles consegue ir tão rápido. E apreciar a vista não? Paragens estratégicas para xixi não? Mas o que custa mesmo são as subidas e hoje subimos bastante. Ao longo do percurso passámos dos 4000 metros para os 4300 metros. Sim estamos bem altos, sim estamos medicados e a mascar folhas de coca. Eu pessoalmente não tive grandes sintomas até agora. Sem grandes dores de cabeça, de vez em quando um formigueiro nos pés mas... O MEU RITMO CARDÍACO NAS SUBIDAS É DE OUTRO MUNDO. Não sei se é da forma física, da altitude, da altura do mês em que está lady se encontra, mas que o meu coração começa a bater bem depressa, começa. Lá no nosso vagar fomos subindo. Claramente no nosso grupo existem os super fast que sobem isto com uma perna às costas. Um deles especificamente, Australiano, nada bem equipado mas com um traquejo que meu deus. Já o seu amigo pertence ao mesmo grupo que eu, a Madalena e a Rita, os super slow nas subidas. Mas temos mais companheiros. Mas vá, lá chegámos ao lago Humantay e que beleza! Muito belo mesmo! Se calhar não é assim tão belo, nós é que chegamos lá todos rotos e soltamos uma ahhhhhh de “ahhhhh que cansaço” e não de “ahhhhh que lindo”.

Desde o lago até ao sítio onde almoçámos que é o sítio onde também vamos jantar e pernoitar, já foi mais simples. Já não havia tantas subidas e havia algumas descidas (não muito boas para os joelhos, mas boas para o batimento cardíaco que já não vai tão acelerado). Ficámos as três para o fim, desta vez mesmo só as três para o fim. A Madalena começou a sofrer alguns efeitos da altitude. Uma dor de cabeça não muito agradável. Mas vá, lá chegámos ao nosso destino final de hoje por volta das 14h.

Almoçámos, um almoço até bastante ok, estava à espera de pior sinceramente, convivemos durante o almoço e agora estamos todos (ou grande parte) a descansar até ao jantar que será nada mais nada menos que às 18h. Amanhã o acordar será também lá para as 5 da manhã.
Querida amiga Matilde, não sei como achaste isto acessível, provavelmente já te esqueceste o demanding que isto pode ser, estas subidas deram cabo do meu cardio. De qualquer maneira, amanhã teremos mais subidas. Até cerca de 4900 metros, acho eu, mas eu vou claramente usar a opção cavalo que teremos disponível para chegar ao topo. Uma subida de altitude de 600 metros não é para mim nem para a minha condição. Seriam 3 horas sempre a subir. Hoje foram duas e foi o que foi, em 3 horas não me apanham.
Um beijo,
Káká

