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As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

As viagens da Káká

"It's a big world out there, it would be a shame not to experience it." - J. D. Andrews

03 de Dezembro, 2025

Pela América do Sul - Salkantay Trek IV

Oiiiiii,

Antes de mais desculpem por todos os erros e textos não formatados que tenho vindo a publicar. Quando chegar ao Porto corrigirei tudo.

E lá chegámos ao último dia desta nossa aventura com a Machu Picchu reservations. Valeu muito, muito a pena. Grupo fixe, guia top, percursos desafiantes mas experiências inesquecíveis.

E qual foi a decisão? Subir ao Machu Picchu a pé. Sim, we made it to the top.

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Ora bem, a nossa entrada no topo era às 6h da manhã. Tínhamos uma caminhada de 30 mins desde o hostel até à base e, segundo o Ronaldo, da base ao topo era 1 hora de escadas sempre a subir. Tendo em conta os dias anteriores, sabíamos que 1 hora não era suficiente para nós. Acordámos às 3h45, arranjámo-nos, fomos ao pequeno almoço (no fundo para pegar em qualquer coisa para comer e andar) e por volta das 4h20 estávamos a caminho. Os primeiros trinta minutos do hostel até à entrada para começar a subir foram, na verdade, o nosso recorde de ritmo, fizemos em cerca de 20/25 minutos. E porquê? Esta cidade estava invadida por cães e fomos perseguidos (ou acompanhados, dependendo do medo que se tem de cães a experiência pode ser encarada de maneira diferente) por imensos cães. A Madalena diz que contou 20 cães diferentes mas ela também já não estava nas suas plenas capacidades. A verdade é que chegámos a estar rodeados por para aí 5 cães no meio de uma escuridão gigante. Este percurso já não foi feito em grupo pois cada pessoa tinha escolhido coisas diferentes ao reservar. Mas continuando, chegámos à base por volta das 4h45 e… AQUILO SÓ ABRIA ÀS 5h. Ou seja, o tempo que achávamos que tínhamos ganho, não ganhámos nada. Lá esperámos que abrisse e começámos a subir. Fomos no nosso vagar, os quatro juntos até que às 5h30, tal como planeado, o Manel avança sem nós para chegar lá a cima a horas para não perdermos o nosso guia. Nós as três fomos andando, parando, andando, parando, lá para o meio fomos ultrapassadas uma rapariga que conheciamos cuja entrada era só às 7 horas. Mas lá seguimos fortes até que começámos a fazer desafios entre nós. Tínhamos de subir 100 escadas de cada vez. No dia anterior ao jantar tínhamos estado a ver quantos degraus tínhamos de subir num minuto para fazer aquilo numa hora, são 1600 degraus segundo o Google. Foi uma risota.

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E… 1h30 depois lá chegámos ao topo do MACHU PICCHU, yes we made it. Tínhamos o nosso tão adorado Ronaldo à nossa espera com os nossos passaportes e o Manel já tinha entrado às 6h. O Ronaldo disse “vamos muchachas têm que se despachar e entrar antes das 7h, mas podem ir com o guia do grupo das 7h”. Lá entrámos, ligámos ao Manel, ele veio ter connosco e fizemos a visita com os nossos amigos.

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Mas bem, isto aqui é que foi uma experiência de outro mundo. O nosso guia era todo espiritual e começa logo por dizer “aqui não há história nenhuma para contar”. Outras frases icónicas foram: “O Machu Picchu não vem nos livros”, “O meu verdadeiro eu é a minha sombra”, “A água das garrafas não é verdadeira”, “Qualquer dor se cura com a mente. Dor de joelho? Mente!”  e “Não devemos dizer desculpa, apenas obrigada”. Ainda tivemos direito a que encenasse duas mortes, uma de uma múmia e outra dele próprio. Sim tudo isto numa tour com duração total de 3 horas a tostar a cabeça. Eu já estava para lá de Baghdad. Sinto que ouvi 20% de tudo o que ele disse. Foi uma experiência que eu não consigo explicar. No final rimos todos muito. Para juntar a isto, o guia parecia o Snoop Dog. Mas WE MADE IT TO THE TOP! Mas vá, não voltámos para baixo a caminhar, decidimos ir de autocarro, não se pode ter tudo. Almoçámos em águas calientes com algumas pessoas do grupo do trekking. A Madalena e eu partilhámos um ceviche e uma chifa que estavam top top. Foi no Chullos Machu Picchu.

Entretanto foi tempo de apanhar um comboio que demora 1h30 a fazer 45 km e um transfer de 2 horas até chegarmos novamente a Cusco.

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Chegámos derrotadíssimos. Dias incríveis mas cansativos. Contudo ainda tínhamos coisas para tratar. Um bom banho. Que não foi assim tão possível porque a água do hostel não estava assim tão quente. Pôr roupa a lavar. Eu e a Madalena fomos fazer um estudo de mercado pelas redondezas. É assim, estávamos à espera de simplesmente encontrar máquinas de lavar e secar, pôr lá a nossa roupa, esperar 1 hora, pôr na máquina de secar, esperar mais um pouco e magia... roupa lavada. No entanto, aqui não funciona assim. Entregámos a roupa, à hora que deixámos, dependendo do sítio,  só dava para recolher hoje ou às 11 da manhã, ou às 15h ou às 21h. Optámos por deixar noutro hostel que nos entregou hoje às 15h. Na nossa pesquisa de mercado fomos parando para ver se encontrávamos uma tour para hoje irmos à Rainbow Mountain. Problema todas as tours começavam às 4/4h30 da manhã e nós não estavámos para isso. Queríamos muito ir, mas seria uma violência tendo em conta o nosso cansaço até que… um anjo caiu do céu. O nosso novo amor Vicent que, contra ele e o seu negócio, foi super sincero connosco e após nós dizermos várias vezes que estávamos exaustas ele disse “sim realmente parecem, se eu pudesse até vos ajudava a levantar da cadeira. Tenho aqui uma solução para vocês, se quiserem dou-vos o número de um táxi e fazem uma tour privada. Não fica tão barato, mas a diferença também não é assim tanta e podem combinar as horas.”. E QUE ANJO QUE ELE FOI. Acábamos por fazer isto. E tudo o resto fica para o próximo episódio.

Resumindo, Salkantay trek com a Machu Picchu reservations, once in a lifetime experience. Pessoas muito fixes no nosso grupo, situações adversas mas engraçadas e guia muito fofo. We love u Ronaldo!

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Um beijo,

Kák